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Posso crer no amanhã

Com fé e atitude, derrubou limites
1 de agosto de 2021
América
1 de setembro de 2021

Foto: 123RF

POSSO CRER NO AMANHÃ

Passados os piores momentos da pandemia, é hora de retomar a esperança, os sonhos e os projetos pela fé


Carlos Fernandes


“Acredito que tudo vai passar e, em breve, voltaremos à normalidade”. Com essa afirmação, o empresário Francitonio Limeira, 55 anos, vislumbra o porvir. À medida que o processo de vacinação contra a covid-19 avança em todo o território brasileiro e a economia nacional começa a dar sinais de recuperação, mais e mais pessoas retomam os planos para o futuro e a expectativa por dias melhores. No caso de Francitonio, esse sentimento não é ilusório, de quem ignora a realidade duríssima que o Brasil e o mundo têm atravessado há um ano e meio, desde que a pandemia do novo coronavírus eclodiu como flagelo global. Ao contrário – Francitonio mantém os pés no chão e os olhos no Alto: “Continuo tomando todos os cuidados sanitários, mas trabalhando e tentando levar a vida dentro do possível, sem deixar de ter fé, congregando e buscando por dias melhores”.

“Tudo vai passar”, acredita o empresário Francitonio, que experimentou crescimento profissional em meio à crise – Foto: Arquivo pessoal

A atitude confiante do empresário amapaense não é fenômeno isolado. Como Francitonio, milhões de brasileiros entendem que o pior já passou e é preciso manter a vida, a fé e as atividades exercidas antes da pandemia. Atuando no setor de representação comercial nas áreas de construção e agropecuária, ele teve de se reinventar, como fizeram vários profissionais nesse período. “No início da primeira quarentena, não foi fácil, mas decidimos permanecer na fé e continuar trabalhando em home office. Com a resposta do mercado, as vendas até dobraram. Então, reforçamos a estrutura do trabalho remoto para atender à demanda”.

No seu caso, o enfrentamento à pandemia se deu com bastante trabalho, mas também muita fé. “Dobramos as orações, os jejuns e a participação em todas as reuniões remotas e presenciais da Igreja Internacional da Graça de Deus em Macapá, onde sou membro”. Francitonio destaca ainda o papel da congregação: “O apoio dos pastores, obreiros e membros da comunidade renova os nossos ânimos para vencermos o dia a dia. Esperamos, para os próximos meses e anos, uma economia fortalecida e com oportunidades, e as empresas se recuperando mais e mais”.

A confiança em dias melhores também move, no outro extremo do país, a militar gaúcha Taiane Vargas Lima Velasque, de 32 anos. Membro da IIGD em Porto Alegre (RS), ela encontrou no Senhor e em Sua Palavra o arrimo necessário para os períodos mais duros das restrições trazidas pela crise sanitária. “Deus, com certeza, tem sido o combustível para eu prosseguir na caminhada, apesar dos obstáculos do atual cenário: afinal, basta ligar a TV ou acessar uma rede social para ver os reflexos da pandemia: ansiedade, crise de pânico, depressão, pessoas queridas e próximas falecidas, empregos perdidos. Posso dizer que, somente quando olho para Deus, encontro a paz e a certeza de que Ele está no controle de tudo”.

A militar Taiane, com o marido, Mateus, na Igreja da Graça em Porto Alegre (RS): “Deus está no controle de tudo” – Foto: Arquivo pessoal

Obreira ao lado do marido Mateus, Taiane diz que sentiu bastante com o fechamento dos templos na primeira fase da pandemia. “Foi preciso se adaptar as lives e aos cultos realizados pela internet, orar e ler mais a Bíblia em casa, a fim de manter a comunhão e buscar o fortalecimento espiritual”, conta. O distanciamento social foi outra dificuldade – Taiane teve de restringir as visitas à família, que vive no interior do Rio Grande do Sul. “Praticar a fé e buscar forças em Deus foram determinantes para segurar a saudade e interceder por todos”, lembra-se. Mesmo em meio às adversidades, a militar conseguiu fechar negócio e ter a sonhada casa própria. “Hoje, percebo que essa situação mostrou que, independentemente de crença, etnia ou classe social, todos nós ficamos expostos ao risco de um vírus, cabendo a cada um escolher a maneira de encará-lo – deixando-se dominar pelo medo, ou avançando com prudência, fé e confiança de que temos um Deus vivo, e Ele nos honra”.

ESPERANÇA E ESPIRITUALIDADE

Olhar para a Palavra de Deus e a esperança produzida por ela é o caminho para se prosseguir de cabeça erguida, sabendo que nada, jamais, saiu do controle do Altíssimo. Conforme explica a Pra. Yara Oliveira, da Igreja da Graça no Rio de Janeiro, a Bíblia traz certezas para os períodos de instabilidades. “Eis a lição mais importante que podemos tirar de tudo isso: a Palavra se cumpre no tempo determinado pelo Criador, e o justo precisa aprender a viver pela fé; caso contrário, não terá forças para prosseguir”. Atualmente na função de gestora geral da TV – Produtora Nova Imagem, ligada à Igreja da Graça, Yara tem presenciado inúmeros testemunhos de gente que não só relata a cura da covid-19 pela ação divina, como também a restauração da vida pessoal e financeira operada pelo Senhor. “Assim como Deus disse a seu servo Josué que não temesse, a ordem divina para nós, hoje, é prosseguir dentro da direção da Palavra”.

Para a Pra. Yara, a certeza que fica é a de que a Palavra de Deus sempre se cumpre – Foto: Arquivo Graça / Solmar Garcia

Assim diz o tradicional hino cristão: Porque ele [Cristo] vive / Posso crer no amanhã. Integrante da equipe de apoio da Igreja da Graça em Manaus, o aposentado José Roberto Medeiros da Costa agradece a Deus o fato de ninguém da sua família ter sido afetado pela doença –principalmente, porque, no início deste ano, o Amazonas era considerado o epicentro de contaminações por novas cepas do vírus SARS-Cov-2. “Passo os dias na Igreja, atendendo pessoas e, graças a Deus, não sofri nada”, alegra-se. Com simplicidade e confiança no Senhor, ele sintetiza sua fórmula para este momento: “Se pensarmos no pior, isso vai acontecer; então, temos de pensar no bem. Deus é maior para nos ajudar e fortalecer”, afirma. Lembrando o texto bíblico de Romanos 8.37, Roberto ressalta que as lutas virão, “mas, com Cristo, somos mais do que vencedores”, encerra.

José Roberto vive em Manaus (AM), um dos epicentros da pandemia no país: “Graças a Deus, eu e minha família não fomos atingidos” – Foto: Arquivo pessoal

No entender da psicóloga Dalva Maria de Melo, a pandemia trouxe uma série de elementos capazes de afetar todos. “O isolamento, assim como o distanciamento social, têm provocado tristeza, tédio, solidão, ansiedade, sentimento de impotência e depressão em muitas pessoas”, destaca. Ela afirma que o importante é cada um avaliar a sua vida. “A reflexão sobre como estávamos vivendo nos fará entender em que precisamos melhorar e a forma de superar este momento difícil”.

A psicoterapeuta Dalva de Melo diz que o momento é de reflexão e frisa que a esperança é uma das forças que movem a vida – Foto: Arquivo pessoal

Esperança e espiritualidade, para a psicóloga Dalva, são essenciais. “A esperança é a força motriz capaz de não nos fazer desistir frente aos obstáculos diários. Nestes tempos, esse sentimento nos leva a acreditar que podemos encontrar caminhos alternativos para o desemprego, a superação do luto, a manutenção de nossa sanidade. Assim, continuamos a sonhar e buscar a realização desses sonhos”. Dalva ressalta que a espiritualidade, por sua vez, traz sentido e propósito à vida, aliviando dores físicas e emocionais. “Vários estudos científicos mostram a importância inegável da espiritualidade para o ser humano”. Evangélica, a psicoterapeuta frisa que o bem-estar emocional passa pela fé. “Ela encoraja relacionamentos construtivos, pois eles ajudam a lidar com a realidade. Além disso, reduz a ansiedade, promove a esperança e aumenta a sensação de controle das situações, dentre outros efeitos benéficos”.

“TUDO VAI PASSAR”

E quanto àqueles que estão inseguros sobre este reinício? “Precisamos entender que recomeçar é preciso. Se não o fizermos, pagaremos um alto preço pela inércia”, assevera o Pr. Daniel Bahiano, líder da IIGD no Estado do Espírito Santo. “Devemos disciplinar mente, corpo e espírito para um recomeço vitorioso”. Nesse sentido, o pastor cita o texto de Lamentações de Jeremias 3.21 – Quero trazer à memória o que me pode dar esperança – e recomenda eliminar os pensamentos negativos. “Em alguns casos, deixar de acompanhar noticiários sensacionalistas é fundamental”, aconselha. 

Para o Pr. Daniel Bahiano, é fundamental evitar o isolamento espiritual: “O povo de Deus precisa voltar a congregar” – Foto: Divulgação

Daniel compreende que, para alguns, recomeçar não é tarefa fácil. “No entanto, a Palavra de Deus orienta que, mesmo quem está cansado e fragilizado necessita tentar de novo, até conseguir se colocar de pé novamente”. Até porque, a pandemia trouxe situações novas, como lockdown, quarentena, isolamento e distanciamento social. “Podemos acrescentar o distanciamento espiritual”. Segundo o pastor, esse afastamento gera insegurança, problemas emocionais e decisões erradas. “A solução para tudo isso é aproximar-se do altar do Senhor. O povo de Deus precisa voltar a congregar”.

A expectativa pelo que se convencionou chamar de “novo normal” pós-pandemia é visto com ressalvas pelo professor Erick de Carvalho Albuquerque, 48 anos. “Não podemos achar que o normal, hoje, seria conviver de forma isolada e usando máscara”, comenta. “Ainda está sendo um momento complicado e instável para todos. Por isso, analisar os acontecimentos na perspectiva bíblica é importante. Houve momentos assim para homens e mulheres que criam em Deus e que serviram para o fortalecimento de sua fé”.

O professor Erick (ao centro, de camisa clara) não tem dúvidas sobre o futuro: “Sairemos mais fortalecidos e preparados” – Foto: Arquivo pessoal

Casado e com três filhos, ele conheceu o trabalho do Missionário R. R. Soares pela TV há 15 anos. Desde então, participa da IIGD em Macapá (AP). Erick relata que perdeu amigos e colegas de trabalho para a covid-19. “É muito triste saber que alguém, em um dia, está saudável, compartilhando seus planos e sonhos e, de uma hora para outra, é acometido pelo vírus, internado e entubado. Logo depois, chega a notícia de seu falecimento”, pondera o professor. Coordenador pedagógico em uma escola de Ensino Fundamental e docente em uma instituição superior no curso de Pedagogia, ele atua em uma área que sofre forte impacto com a pandemia. “Tivemos de procurar novos caminhos para dar continuidade ao trabalho. Acredito que muitos profissionais da Educação, alunos e familiares querem o retorno às aulas presenciais, mas isso deve ser feito com segurança para todos”.

Sabendo que a recuperação da aprendizagem será lenta e gradativa, o professor Erick tem esperança. “Ninguém esperava por esse cenário. Insegurança e medo são normais, porque as notícias só informavam o aumento dos casos a cada dia e a morte repentina das pessoas. Quando eu não era cristão, vivia enfrentando fracassos em várias áreas, pois eram as minhas lutas, e não as de Deus – ou seja, meu campo de atuação nessas batalhas era o natural”.

Agora, com Cristo, Erick sabe que a perspectiva é espiritual. “Hoje, entendemos mais do que nunca a importância de estarmos juntos. Não fomos criados para o isolamento; somos sociais, precisamos viver em sociedade”. Mesmo assim, o professor considera que a Igreja soube dar boa resposta à emergência, utilizando as modernas ferramentas digitais para ir ao encontro das pessoas. Esse foi o caso da Igreja Internacional da Graça de Deus, que incrementou a sua presença na TV e nas mídias sociais e até criou, no início da pandemia, um novo programa, o SOS da Fé, cujo foco tem sido o atendimento espiritual às pessoas afetadas e os testemunhos da ação do Senhor na vida de doentes e seus familiares. “Nesse formato, a Igreja conseguiu, pela Palavra e pelo Espírito Santo, resgatar vidas, reconstruir lares e fortalecer a fé das pessoas”. Quanto ao futuro, Erick tem uma certeza: “Tudo vai passar, e sairemos deste momento mais fortalecidos e preparados”.


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