Especial | Boletim Certeza da Vitória

Guerra ao terror

Igreja da Graça alcança a Romênia
8 de setembro de 2021
Foto: 123RF

GUERRA AO TERROR

Aterrorizados com a ascensão do Talibã, afegãos encontram alento no Facebook do Missionário R. R. Soares em língua persa


Viviane Castanheira


A mensagem do Evangelho se faz urgente no Afeganistão. Com o fim da ocupação das forças norte-americanas e a chegada do Talibã ao poder, os cidadãos desse país têm passado por dificuldades econômicas e sociais e incertezas quanto ao futuro.

A perseguição a cristãos sempre foi severa nessa área. A nação é a segunda da Lista Mundial da Perseguição, ranking criado pela Missão Portas Abertas, que atua na proteção desse grupo no mundo. Estima-se que ainda haja entre cinco e oito mil cristãos afegãos vivendo no território – a maioria é de muçulmanos convertidos. Isso torna a situação mais perigosa, pois o islamismo proíbe que seus fiéis abandonem a religião. Por questões de segurança, nenhum dos nossos entrevistados terá seu nome revelado.

Foto: Arte sobre foto de 123RF

Diante desse quadro de desespero e insegurança, a alternativa de consolo e salvação está na internet, principalmente nas redes sociais. É exatamente o que tem acontecido. Em agosto, a página do Missionário R. R. Soares em farsi – idioma persa –, no Facebook, teve um aumento de 137% no alcance orgânico das postagens em comparação a julho.

Além disso, os vídeos do Missionário tiveram um crescimento de 263% no que se refere ao mesmo mês. “A maioria dos nossos seguidores é composta por afegãos. Percebemos um número maior de pedidos de oração, mensagens e postagens desde que o Talibã assumiu. A vida tem sido muito difícil no país. As pessoas estão em pânico, várias se dispõem a aceitar Jesus. Elas precisam de Deus mais do que nunca”, alerta Turco, apelido do responsável pela página e tradutor para o farsi de todo o material audiovisual produzido pelo Missionário. Saiba mais sobre o trabalho desenvolvido por Turco em:

Geralmente, as mensagens enviadas à página são pedidos de ajuda e oração pela segurança de quem escreve e de seus familiares, a fim de que estes consigam fugir para outros lugares, especialmente no cenário atual. “Olá, Dr. Soares [assim chamam o Missionário nessa parte do mundo], vivemos em um país com ameaças de morte a cada segundo. Você conhece as condições no Afeganistão. Trabalhei para a American Air Force por três anos, mas, simplesmente, não tenho passaporte para ir embora. Minha vida e a da minha família estão em perigo. Não sei onde procurar ajuda”, relata Abdul. Há também inúmeras mensagens sobre como aceitar Cristo. “Dr. Soares, quero me juntar a você em sua fé. Moro em Cabul, por favor, ajude-me!”, revela Azizi, na página.

Turco afirma que o Facebook é popular na região do MENA, sigla, em inglês, para se referir aos países muçulmanos nas regiões do Médio Oriente e Norte da África. Segundo ele, essa facilidade de interação pode trazer também demonstrações de ódio. “Se uma pessoa nos insulta, isso nos dá a chance de perdoá-la e ensinar-lhe sobre o amor. Muitas vezes, elas voltam e pedem desculpas. Só banimos os que tentam nos impedir, ameaçando outros seguidores”, explica Turco, o qual observa um aumento significativo de mensagens de ódio com a chegada do Talibã ao poder. “Estamos trabalhando na página 24 horas por dia, 7 dias por semana, para monitorar e inibir essas ações”, assegura.

Foto: Arte sobre foto de 123RF

Um dos pedidos de oração que mais tocou o coordenador da página é um sinal de que o evangelismo na região precisa continuar. O texto diz: “Eu me formei com honras na Universidade de Cabul, com licenciatura em Psicologia. Estou bastante triste. Quero chorar, mas o céu não tem nuvens para esconder minhas lágrimas. Gostaria de escrever muitas coisas para você [Missionário], mas minhas mãos não conseguem. Estou cansado. Cada segundo está repleto de perigos”, descreve Husin, um jovem estudante que clama por socorro em meio ao caos. Diversos afegãos, como Husin, Azizi ou Abdul, necessitam ouvir a palavra salvadora de Cristo em seu próprio idioma, com pessoas que entendem sua cultura e conhecem as dificuldades da região. Por isso, é essencial o trabalho desenvolvido pelo Turco e pela sua equipe, ao traduzir e divulgar as mensagens de R. R. Soares e os testemunhos de cura e salvação apresentados nas mídias da IIGD. “As pessoas ficam impressionadas com a fé do Missionário, então querem ser como ele. Neste momento, o povo afegão precisa de esperança, e R. R. Soares está apontando onde ela realmente está: em Jesus”, conclui Turco.


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