Família | Boletim Certeza da Vitória

Dupla honra

Mais que abundante
Alegria voltou
Ivaneide e Antônio experimentaram o amor divino – Foto: Arquivo pessoal

DUPLA HONRA

Ivaneide lutou por seu casamento e recebeu a vitória


Viviane Castanheira


O casamento de Ivaneide Magalhães de Melo de Andrade, de 46 anos, era um turbilhão de emoções. O marido, Antônio Saraiva de Andrade, 56 anos, parecia que nunca amadureceria. Os dois são naturais do Ceará, mas vivem em Belo Horizonte, capital de Minas Gerais. Quando se conheceram, Antônio gostava de beber e ir a festas, e a dona de casa considerava normal essa atitude.

Os fins de semana eram uma farra. “Várias vezes, pegava um táxi, aqui em BH, na quinta-feira, e ia ao Rio de Janeiro. Passava o trajeto bebendo. Entrava naquelas boates, em Copacabana, e só saía de manhã, para passear na praia. Quando minha esposa ligava, achando que eu estava em BH, contava a ela o meu paradeiro. Ao retornar à minha cidade no domingo, passava nos clubes noturnos antes”, conta Antônio, que sempre teve um bom salário como representante comercial de confecções.

Os bens materiais estavam presentes, mas a paz, o amor e a harmonia não habitavam naquele lar. Esse quadro entristecia Ivaneide, que não sabia mais como agir para ser respeitada pelo marido. “Não tínhamos vida. Era difícil por causa dos meus filhos pequenos. Diante disso, cheguei ao meu limite. Minhas forças acabaram, e eu queria viver de outro jeito. Então, liguei a TV e vi o Missionário pregando e assisti aos testemunhos. Jesus falou profundamente comigo, e entendi a ação do diabo no comportamento do meu marido. Decidi lutar pela minha família”, relata a dona de casa, que enfrentou muitas batalhas até ganhar o esposo para Cristo: “Quando aceitei Jesus e comecei a ouvir a Palavra, as farras e a infidelidade de Antônio aumentaram. Eu sofria tanto que amigos e familiares me recomendavam a separação”, confessa.

Antônio e Ivaneide ao lado dos filhos, Phelippe, e Caroline: família restaurada – Foto: Arquivo pessoal

Antônio não tinha limites e, com as facilidades financeiras, ele se dividia entre os prostíbulos de Belo Horizonte, do Rio de Janeiro e de Fortaleza. “Às vezes, no meio da bebedeira, eu ligava para a minha irmã, que mora em Fortaleza, pedindo uma passagem para lá, e eu ia. Muitas vezes, chegava de madrugada e ia direto até as boates da cidade”, lembra-se Antônio. No auge da falta de respeito com a esposa, ele chegou ao cúmulo de solicitar que a gerente de uma casa de prostituição ligasse para Ivaneide e pedisse a ela que levasse um talão de cheques até lá, porque o dinheiro dele havia acabado.

Deus viu o pesar daquela dona de casa e lhe deu uma estratégia. Ela ungia o marido e a entrada do apartamento. Assistia também aos cultos enquanto Antônio estava em casa. “Quando cheguei à Igreja da Graça, estava com minha vida e meu casamento destruídos. Comecei a buscar mais ao Senhor, porque queria a reconstrução. Fazia tudo o que aprendia na Igreja e nas pregações, e Cristo começou a transformação do meu lar”, explica.

A Palavra diz em Tiago 5.16: A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos, e a família Andrade experimentou o cumprimento dessa promessa. “Minha mulher tinha uma paciência tão grande. Só podia ser de Deus mesmo. Eu deitava para dormir, e ela me ungia. Muitas vezes, eu me levantava, de madrugada, para ir à rua, mas, como ela havia ungido a maçaneta, eu não conseguia sair”. Certa vez, Antônio se sentou no sofá e assistiu a um culto da Igreja da Graça com o Rev. João Batista e achou engraçado a forma como ele pregava. No dia seguinte, foi com a esposa a uma feira no bairro Acaiaca, na capital mineira. Ao retornar para casa, viu um grupo de pessoas reunidas. “Perguntei se aquilo era um bar, e ela me disse ser uma Igreja. Entrei e esperei o início do culto. A pregação foi justamente com o pastor que vi na TV. Quando ele começou a falar, desabei e aceitei Jesus”, conta o representante comercial, que vivenciou um longo processo de libertação. “Todo fim de semana, o povo me chamava para as farras. Até os gerentes de boate me ligavam. Como eu gastava muito dinheiro naqueles estabelecimentos, eles me ofereciam o serviço de graça.” Em uma viagem ao Ceará, Antônio não resistiu e passou a noite em um prostíbulo. “Fui a Fortaleza e caí de novo em tentação. Meus irmãos foram me buscar no estabelecimento e acabaram ficando comigo. Na volta para a casa da minha mãe, o carro saiu da estrada; não sei como sobrevivemos”, questiona-se. Quando a mãe de Antônio viu o estado do automóvel e os filhos embriagados, pediu que o representante comercial fosse ver um pastor amigo da família. “Eu não queria ir, porque estava bêbado, mas acabei aceitando. Chegando lá, o pregador disse que o diabo estava pronto para me matar, mas Deus mandou Seu anjo, e ele me salvou. O líder me advertiu: ‘Volte para a sua posição agora, não tem mais tempo para você!’. Na mesma hora, fiquei sóbrio: voltei correndo para BH, comecei a andar com Deus e nunca mais O larguei. Mesmo em meio ao pecado, Ele não desistiu de mim”, emociona-se Antônio, que, há 15 anos, serve ao Senhor como obreiro na sede da Igreja da Graça em Belo Horizonte. “Fiz um voto com Deus: se meu marido fosse transformado, trabalharíamos na Igreja. E o Altíssimo fez esse milagre na minha família. Hoje, somos obreiros do Senhor. Temos paz em nosso lar, um casamento transformado e filhos abençoados. Jesus restaurou a minha casa, e sou grata a Ele”, finaliza Ivaneide, que tem um casal de filhos, Phelippe, de 24 anos, e Caroline Vitória, de 17.


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