Intercessão | Boletim Certeza da Vitória

O poder da oração materna

As palavras
Mais que abundante
Foto: Rodrigo Di Castro

O PODER DA ORAÇÃO MATERNA

No mundo todo, mães alcançam a vitória clamando a Deus por seus filhos


Viviane Castanheira


A Bíblia está repleta de mães que abençoaram seus filhos mediante a oração. Joquebede rogava ao Altíssimo por Moisés, e ele se tornou o libertador dos hebreus. Ana era estéril, mas, mesmo antes de conceber Samuel, ela o entregou ao Criador.

Não é diferente nos dias atuais. Em algum lugar do planeta, neste momento, há uma mãe clamando ao Senhor em favor de sua prole. Essa intercessão agrada o coração do Senhor. No mundo espiritual, a palavra materna pode abençoar ou amaldiçoar sua descendência: Há alguns cujas palavras são como pontas de espada, mas a língua dos sábios é saúde (Pv 12.18).

Depois do milagre, Silvia se dedica à obra do Mestre – Foto: Arquivo pessoal

Foi o que fez a autônoma Vilma Mayeza da Cruz Neto Soares, 37 anos, nascida em São Tomé e Príncipe, na África Central. A história de Vilma mudou de ponta-cabeça quando ela descobriu que sua filha mais nova, Silvia, na época com três aninhos, tinha drepanocitose, uma anomalia genética mais conhecida como anemia falciforme. A menina vivia nos prontos-socorros de São Tomé. Em 2011, a doença se agravou, e Silvia foi parar na emergência novamente. Porém, dessa vez, os médicos não conseguiram ajudar a criança. Ela convulsionou, entrou em coma, e parte dos órgãos paralisaram. Silvia havia sofrido um AVC. Vilma e a menina foram para Portugal com uma junta médica. “Eu não era convertida, mas clamei a Deus. Quando chegamos a Lisboa, os especialistas disseram que nada poderia ser feito. Além disso, afirmaram ser melhor minha filha morrer em São Tomé, pois viveria, no máximo, três dias e ainda daria despesas ao Estado português. Respondi, revoltada, como qualquer mãe faria, que não sairia dali com a minha filha daquele jeito”, conta Vilma. Silvia ficou dois anos internada. Nesse período, a mãe a acompanhou no hospital da capital portuguesa, deixando o filho mais velho, Daniel, com o pai em Porto Príncipe.

Apesar de não conhecer Jesus até então, Vilma sentia que precisava lutar em oração em prol de sua filha. “Eu dizia que, se Deus existisse, iria me provar isso curando-a. Então, a pequena foi melhorando aos poucos. Todos os dias, eu clamava Àquele Deus que eu nem conhecia”, lembra-se a mãe, que observou a recuperação gradativa da menina: “Ela não precisava mais dos aparelhos para viver e voltou a andar e falar. Os médicos diziam que só um milagre poderia ter tirado a Silvia daquela situação! Deus contemplou a minha fé! Vi a mão do Senhor”, relata a autônoma.

Quando a filha recebeu alta hospitalar, Vilma não sabia para onde ir, mas Deus estava no controle de tudo. “Saímos do hospital e fomos viver na casa de uma senhora, membro da Igreja da Graça em Lisboa. Dessa forma, Silvia passou a ir aos cultos”. Tempos depois, Vilma também começou a fazê-lo e foi acolhida. “Nós nos batizamos, e a Silvia, hoje com 15 anos, serve a Deus no ministério infantil. Ela convive com a doença congênita, mas está bem. Nem parece ter esse problema. Deus atende à oração de uma mãe!”, ressalta Vilma, que congrega na sede da Igreja da Graça em Lisboa, com Silvia e o filho, Daniel, de 17 anos.

Clara Medeiros e os filhos, Thiago e Gabriel: constância na fé – Foto: Arquivo pessoal

Sempre que o amor materno se manifesta mediante a fé em Deus, os resultados são visíveis. Essa é a constatação de Clara Regina Medeiros, 49 anos – uma brasileira que também frequenta a sede da IIGD em Portugal e se mudou para Lisboa em 2005, procurando uma vida melhor. Por força das circunstâncias, ela deixou os meninos com familiares em Dourados, no Estado do Mato Grosso do Sul. Tiago, o mais velho, hoje com 32 anos, foi o primeiro a morar com a mãe, em 2010. No entanto, Clara só via os filhos, Gabriel, hoje com 30, e Henrique, com 27, a cada dois anos, quando viajava para visitá-los no Brasil. A situação a deixava triste, mas Clara começou a orar. “Entrei em oração com meus pastores, pedindo que o Senhor abençoasse o Gabriel, que terminava a faculdade. Para a glória de Deus, ele conseguiu vir”, relata a autônoma. Clara passou a interceder, a fim de que o filho, já convertido, congregasse na Igreja dela. “Eu queria estar perto dele depois de tanto tempo longe. Ele visitou a nossa Igreja e, após um convite da Pra. Luciana, resolveu ficar. Hoje, atua como ministro de louvor e integra o Grupo Jovem. Gabriel é resposta de oração.”

A batalha de uma mãe em oração é eterna. Clara nunca desistiu de clamar pelo filho mais velho, que, apesar de estar com ela há mais tempo, não conhecia Jesus. Desde quando se converteu, em 2015, ela intercede pela conversão de seus filhos. Na pandemia, Clara se aproximou de Tiago e teve um tempo de qualidade com ele, falando-lhe da Palavra: “Ele acompanhou a caminhada do irmão na obra. Então, decidiu entregar a vida a Jesus, batizou-se e congrega com a gente!”. Henrique, o filho mais novo, mora no Brasil, mas também foi alcançado. “Tenho compartilhado com ele as mensagens e as bênçãos. Em breve, ele vai aceitar Jesus, pois está quebrantado. É essencial entregar ao Senhor o que não conseguimos fazer. Devemos ser firmes em orar pelos nossos filhos. Primeiro, oramos pela conversão deles. Depois, para que as suas raízes sejam profundas na presença do Senhor”, encerra Clara.   

Lucigleid Medeiros e o filho Guilherme: gratidão a Deus – Foto: Arquivo pessoal

Do outro lado do oceano Atlântico, a balconista Lucigleid Medeiros Morais, 52 anos, da IIGD em Pau dos Ferros, município do interior do Rio Grande do Norte, lutou pela conversão de seu único filho. Na época com 17 anos, Guilherme era rebelde e compulsivo por jogos eletrônicos. O menino saía com os amigos para beber e tinha um comportamento preocupante. “Comecei a buscar a Deus, fazendo campanha na Igreja. No entanto, ele ficava revoltado quando eu tentava evangelizá-lo; não queria saber de Jesus”. Quanto mais o filho negava, mais Medeiros perseverava na intercessão de madrugada. “Ele passava a noite jogando, e eu, clamando ao Senhor”, conta a balconista, que, depois de três anos, viu seu desejo se realizar. “O Senhor me mostrou, em sonho, a minha família na perdição. Após uma semana, contei isso ao meu filho, e Guilherme começou a chorar. Deus agiu naquele momento. Chamei-o para orar comigo. Pedi-lhe que liberasse perdão, porque ele tinha mágoa do pai por ter nos deixado. Assim se iniciou a transformação do meu filho. Pedi a Deus que o ‘amarrasse’ no altar, como Abraão fez com Isaque. Para honra e glória do Senhor, o Guilherme hoje canta para Jesus como levita. Só posso agradecer a Deus pelo amor que meu filho tem pela Sua obra”.

Guilherme, atualmente com 20 anos, relata que, desde pequeno, ia à Igreja ao lado da mãe, mas acabou se afastando de Cristo. “Estava em uma direção contrária à vontade divina, mas ela sempre orou por mim”, conta. O jovem reconhece que o clamor materno o importunava: “A oração e o louvor me incomodavam, mas os problemas foram aumentando, e vi que a única solução era Jesus. Decidi abandonar aquele mundo, e Deus transformou meu viver, dando-me novos amigos, seguidores do Senhor. Tenho alegria em estar em Sua presença. A oração de uma mãe tem poder. Sou prova disso!”, comemora Guilherme.

Vilma Mayeza com os herdeiros, Daniel e Silvia: clamor fez a diferença – Foto: Arquivo pessoal

A santomense Vilma Mayeza finaliza conclamando as mães a não desistirem de seus filhos. “Orem por eles apesar das circunstâncias. Se os médicos disserem que não há esperança, não aceitem essa sentença. Levantem a cabeça, pois Jesus dá a última palavra. Ainda que as pessoas lancem negatividade contra seus filhos, você tem poder para cancelar isso. Chame à existência a bênção na vida deles.”


8 Comments

  1. Deisy disse:

    Mesmo que meus filhos não queiram falar comigo eu os abençou, e entrego a vida deles a Deus sempre….

    • Certeza da Vitória disse:

      Continue clamando e crendo na reconciliação. Deus te abençoe.

      • Rosangela Varanda disse:

        Boa Noite eu dou do Rio de Janeiro peço oração para meu filho Rodrigo varanda está fazendo um ano que ele é sua esposa Michele não fala comigo e com seu pai e sua irmã Jéssica me ajudar em oração estou sofrendo muito ele não atende meu telefone e zsp🙏😢😢😢

  2. Maria Goretti da Silva Pereira disse:

    Tenho certeza que a minha vitória já foi alcançada desde a primeira vez que fui a igreja da graça muitas bençãos já recebi na minha vida e na vida de minha família . Glória a Deus.

  3. Estelina Rodrigues de Sousa disse:

    Eu também clamo por meus filhos também afastados do senhor nunca vou desistir eu creio no Deus que eu sirvo tenho 2 uma menina de 21 e um menino de 16 orem por mim

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